Os outros animais podem ter compaixão?

* TEXTO EXTRAÍDO DA INTERNET DA - AFP

LONDRES - Os elefantes prestam homenagem a seus entes queridos e veneram líderes de uma forma que sugere uma capacidade humana de compaixão, afirmaram cientistas nesta terça-feira. Em um artigo que será publicado este mês em um jornal científico, cientistas disseram ter chegado a esta conclusão após observar como os elefantes de uma reserva queniana se comportavam com uma matriarca, que caiu doente e morreu.

A elefanta agonizante, batizada de Eleonor por cientistas britânicos e americanos, foi primeiro assistida pela matriarca de uma outra família. Em um dado momento, a ajudante, batizada de Grace, foi vista tentando ajudar a elefanta caída a se levantar usando suas presas. Quando Eleonor voltou a cair, Grace tentou levantá-la novamente, desta vez sem sucesso.

Eleanor morreu no local e, em seguida, passou a ser visitada não só por indivíduos de sua família, mas por elefantes de outras famílias também.

Segundo os cientistas, todos os animais demonstraram um interesse especial pelo cadáver, cheirando-o com as trombas, suspendendo uma pata sobre ele ou empurrando-o com suas presas. "Isto leva à conclusão de que os elefantes têm uma resposta generalizada ao sofrimento e à morte e que isto não se restringe aos familiares", escreveram os cientistas no artigo que será publicado na edição de agosto da Applied Animal Behaviour Science (Ciência Aplicada de Comportamento Animal).

A pesquisa foi chefiada por Iain Douglas-Hamilton, do departamento de zoologia da Universidade de Oxford, que fundou a organização Save the Elephants. Juntamente com colegas da Universidade da Califórnia, a equipe monitorou 50 animais da Reserva Nacional Samburu, no norte do Quênia, rastreando-os com colares de GPS e tirando fotos datadas automaticamente.

A maioria dos animais, diferentemente dos humanos, parece demonstrar pouco interesse em cadáveres de sua própria espécie, mas os chimpanzés, os golfinhos e os elefantes são conhecidos por demonstrar preocupação com os doentes e os mortos, afirmaram os cientistas.

"Este comportamento nas espécies animais pode ser comparado ao comportamento humano e indica que sentimentos como compaixão não se restringem unicamente a nossa espécie", destacou Douglas-Hamilton.

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