Un punto de vista de la Tauromaquia

By Mauro Dominguez - May 13, 2017


La tauromaquia es la disciplina que consiste en mantener una especie de contienda con un toro.

Un hombre, de a pie o a caballo, molesta al animal para enfurecerlo y luego demuestra su destreza esquivando sus embestidas. Por lo general la práctica culmina con el asesinato del toro.
Esta práctica se ha estado prohibiendo en varios países debido a que es una crueldad animal. Pero mucha gente aún piensa que los toros son unos animales salvajes por naturaleza, pero en este artículo vas a quedar sorprendido con un video que le está dando la vuelta al mundo.
Este video que se ha hecho viral es bastante conmovedor, sobre todo al ver la historia que existe detrás de los toros. Esa en donde son utilizados como carne de cañón en los ruedos en donde la gente aplaude cuando son maltratados hasta ser finalmente sacrificados, un espectáculo para gente bastante estúpida.
Te darás cuenta que los toros son de los animales más tranquilos del mundo y que a pesar de que las personas estén vestidas de color rojo, esto no altera al animal y lo vuelve salvaje.
El animal responde porque los toreros son los que lo atacan y por ende tienen que defenderse de una manera u otra.

Razones para terminar las corridas de toros

Son animales herbívoros
Hay muchas personas que dicen que sin las corridas de toros, el toro se extinguiría. Esto no es completamente cierto, porque estos animales son herbívoros. Cuando son bravos puede ser debido a motivos territoriales o en la lucha por reproducirse. Lo que la gente llama “la casta brava” es una raza genéticamente manipulada para que sean más agresivos de lo que lo son en condiciones normales.
Si se deja de torear, los toros seguirán existiendo. No la especie creada y manipulada, pero los toros seguirán siendo más o menos bravos, y no lo habremos creado nosotros, sino que seguirá siendo una especie natural. Los toros no son criados para el disfrute humano.
Ni es arte, ni es cultura
La tauromaquia no es ni arte ni cultura. Según la UNESCO: “La tauromaquia es el malhadado y venal arte de torturar y matar animales en público y según unas reglas. Traumatiza a los niños y a los adultos sensibles. Agrava el estado de los neurópatas atraídos por estos espectáculos. Desnaturaliza la relación entre el hombre y el animal. En ello, constituye un desafío mayor a la moral, la educación, la ciencia y la cultura“.
Una actividad en la que se humilla y se mata de forma cruel a un animal nunca será un deporte o una forma de cultura. A pesar de los intentos de la Asociación Internacional de Tauromaquia por hacer de esta actividad patrimonio de la humanidad, nunca podrá ser reconocida como tal.
El arte no incluye la crueldad ni la muerte
Hay muchas formas de expresión artística, pero de ninguna manera las corridas son una de ellas. El arte crea y construye, y eso no se hace en un matadero, en el escenario de un acto donde se observa sangre, vísceras, dolor y muerte en directo.
El arte busca la creación, y en las corridas se destruye la vida. Muestran el horror, la destrucción y la tragedia. Y aunque hay formas de arte que buscan precisamente eso, se puede lograr sin la muerte innecesaria de un ser vivo.
Así que la próxima vez que veas a un toro no lo juzgues y apoya las causas para que se acabe la tauromaquia. ¡Comparte!
Texto obtenido del UNIVERSO NATURAL. 

A agroecologia é a solução para a fome e a mudança climática *


Lima, Peru – Cientistas especializados em mudança climática divulgaram no dia 2 sua mais recente advertência de que a crise climática está piorando rapidamente em vários aspectos. Preveem que a mudança climática afetará a produtividade agrícola, cuja consequência afetará a segurança e a soberania alimentar de muitos países.
Nossos governos adotarão as medidas urgentes e necessárias para abordar essas crises? Terão uma oportunidade na próxima rodada de negociações da 20ª Conferência das Partes (COP 20) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre a Mudança Climática, que acontecerá em Lima, no Peru, entre 1º e 12 de dezembro.
Camponeses como o salvadorenho Adolfo são os principais produtores de alimentos hoje em dia. Precisamos deles, e não da produção industrial, para alimentar o planeta no contexto da mudança climática e da degradação generalizada dos recursos naturais. Em nosso planeta, 805 milhões de pessoas sofrem fome crônica e o sobrepeso e a obesidade afetam mais de dois bilhões de pessoas; 65% da população mundial vive em países onde o sobrepeso e a obesidade matam mais pessoas do que a desnutrição.
Os que sofrem fome são principalmente as pessoas pobres das zonas rurais nos países em desenvolvimento, fundamentalmente produtores de pequena escala da África e Ásia. Quase uma em cada nove pessoas vai dormir com fome todas as noites.
Não é o caso de Adolfo e sua família, apesar de viverem em uma região que foi devastada pelos efeitos da mudança climática e das inundações, o Vale Lempa, em El Salvador. Ele sabe por experiência própria que a diversidade agrícola e a conservação em mãos camponesas das sementes tradicionais são fundamentais para o sustento dos produtores de pequena escala.
A enorme maioria dos governos de todo o mundo ignorou os produtores de pequena escala durante décadas, afundando milhões deles na pobreza. Entretanto, esses camponeses e camponesas continuam sendo os que produzem a maior parte dos alimentos do mundo, utilizando variedades tradicionais de sementes e sem recorrer a insumos industriais.
Na África, os camponeses cultivam praticamente todos os alimentos consumidos localmente. Na América Latina, 60% da produção, incluída a carne, é produzida em pequenas propriedades familiares. Na Ásia, centro mundial da produção de arroz, praticamente todo o arroz é cultivado em áreas inferiores a dois hectares.
Mesmo assim o agronegócio e alguns governos promovem fortemente a agricultura industrial (baseada em monoculturas, sementes híbridas e pesticidas e fertilizantes químicos) como a melhor forma de alimentar o planeta. Além disso, a agricultura industrial é uma das maiores contribuintes para a mudança climática, devido ao seu alto consumo de combustíveis fósseis, pesticidas e fertilizantes e por seus impactos sobre solos, águas e biodiversidade.
E existe suficiente evidência de que essa indústria está destruindo os recursos dos quais dependemos para produzir nossos alimentos. Porém, os promotores da agricultura industrial fazem caso omisso de seus impactos ambientais. Conhecendo o grande desafio que representa a mudança climática, já que poderia reduzir consideravelmente a produtividade agrícola, especialmente nos países em desenvolvimento, outros são os caminhos que se deveria fomentar.
Por outro lado, os defensores da agricultura industrial a justificam dizendo que, devido à crescente população mundial, será necessário produzir mais alimentos e para isso é preciso aumentar o rendimento. Mas sabemos que produzir mais alimentos e aumentar o rendimento não são os únicos desafios. De fato, já produzimos alimentos suficientes para alimentar nossa população atual e futura.
O problema não é a falta de alimentos, mas sua distribuição desigual. O acesso aos alimentos está definido pela riqueza e pelo lucro, em lugar da necessidade. Promove-se o livre comércio acima do direito à alimentação. Em consequência, metade dos grãos do mundo é usada para alimentar animais criados em estabelecimentos industriais e uma proporção importante de cultivos alimentares básicos se converte em agrocombustíveis para carros. Assim, as pessoas famintas ficam sem alimentos para dá-los aos consumidores ricos.
Para erradicar a fome é imprescindível aumentar a renda dos setores empobrecidos e contribuir para que os produtores de alimentos em pequena escala possam manter seu modo de vida, para se alimentarem e alimentarem o mundo de forma sustentável.
Porém, a saída estrutural para a fome e a pobreza será encontrada com a construção da soberania alimentar dos povos. Isto é, “o direito dos povos a alimentos nutritivos e culturalmente adequados, produzidos de forma sustentável e ecológica, e seu direito a decidir seu próprio sistema alimentar e produtivo”, resume a Declaração de Nyéléni com a qual foi encerrado o Fórum Mundial pela Soberania Alimentar, realizado em Mali em 2007.
Para isso é imprescindível: que o controle dos sistemas e políticas agroalimentares recaia sobre os que produzem, distribuem e consomem alimentos, em lugar dos mercados e das corporações; priorizar as economias e os mercados locais e nacionais; fomentar a sustentabilidade ambiental, social e econômica da produção, distribuição e consumo, e garantir o direito dos produtores de alimentos à gestão da terra, das águas, das sementes e da biodiversidade em geral.
“A soberania alimentar supõe novas relações sociais, livres de opressão e desigualdades entre homens e mulheres, povos, grupos raciais, classes sociais e gerações”, destaca também a Declaração de Nyéléni. A soberania alimentar inclui o direito à segurança alimentar. Mas um país que se centra apenas em conseguir a segurança alimentar não distingue de onde provêm os alimentos nem as condições nas quais se produz e distribui.
Os objetivos nacionais de segurança alimentar frequentemente são conseguidos mediante a produção de alimentos em condições de destruição do ambiente e de exploração social que destroem os produtores locais, enquanto beneficiam as empresas do agronegócio.
Nos últimos anos, vários organismos das Nações Unidas reconheceram que a agroecologia é a forma mais eficaz para combater as crises alimentar, ambiental e de pobreza. Uma análise da agroecologia, realizado em 2011, deixou evidente que tem o potencial de duplicar a produção de alimentos em dez anos.
Para enfrentar esse desafio, surgiu o movimento pela “soberania alimentar”, que conta com apoio de mais de 300 milhões de homens e mulheres, produtores de alimentos em pequena escala, consumidores e ativistas pela justiça ambiental e pelos direitos humanos, entre outros.
O poder das empresas de sementes e pesticidas como a Monsanto e a Syngenta, de supermercados gigantes como o Wal-Mart, e de empresas produtoras de grãos como a Cargill cresceu tanto que exercem muito influência nas políticas agroalimentares nacionais e globais. Isso assegura que o agronegócio receba milhares de milhões de dólares em subvenções e apoio normativo.
Acabar com a fome no mundo está ao nosso alcance, mas é preciso uma transformação fundamental do sistema agroalimentar mundial: uma mudança radical da agricultura industrial para a agroecologia e a soberania alimentar.
Essa transformação, sem dúvida, teria repercussões muito positivas na crise climática: menos agricultura industrial e mais produção agroecológica equivalem a menos emissões de carbono, algo fundamental para nos proteger da mudança climática.
Adolfo e milhões de produtores como ele estão na linha de frente dessa transformação e os líderes mundiais devem lhes dar muito mais apoio – em nível de Nações Unidas –, bem como nos planos nacional e local, se pretendem seriamente solucionar a crise alimentar e climática. Envolverde/IPS
* Kirtana Chandrasekaran e Martin Drago coordenam o programa de Soberania Alimentar da Amigos da Terra Internacional.
Texto extraído da página: Revista do Meio Ambiente 

Necessidade de pesticidas no combate à fome é um mito, diz ONU

Relatório sustenta que é possível alimentar as 9,6 bilhões de pessoas que vão habitar a terra em 2050 sem o uso dessas substâncias"

* Redação da revista Veja


“É hora de derrubar o mito de que pesticidas são necessários para alimentar o mundo” afirmou Hilal Elver, relatora da Organização das Nações Unidas (ONU), na semana passada. A especialista em leis ambientais apresentou, junto a Baskut Tuncak, um novo relatório no qual defende que o uso de pesticidas não contribui para a erradicação da fome, sendo ainda prejudicial à saúde e à alimentação. Hial disse também que é hora de se “criar um novo processo global de transição para comidas e modos de produção mais seguros e saudáveis” durante a apresentação do documento, no Conselho de Direitos Humanos da entidade.
A publicação condena o uso de pesticidas e defende que é possível alimentar as 9,6 bilhões de pessoas que vão habitar a terra em 2050, segundo projeções da ONU, sem o uso das substâncias. Isso porque a produção alimentícia atual já têm a capacidade de suprir a demanda de 9 bilhões de indivíduos e que o problema está na “pobreza e desigualdade”, afirmou Hilal. No entanto, para a Associação de Proteção à Colheita, na Grã-Bretanha, segundo dados da própria ONU, sem o uso de ferramentas que protegem as plantações, “se perderia 80% da colheita para insetos, ervas daninhas e doenças”.

Riscos dos agrotóxicos

O recente relatório traz dados do impacto dessas substâncias, cujo uso cresceu “dramaticamente” nas últimas décadas, no meio ambiente e na saúde do homem. Ele menciona um estudo da Universidade de Lund, de 2013, que conclui que os praguicidas são responsáveis por, aproximadamente, 200 mil mortes envenenamento agudo. E, 99% delas são em países em desenvolvimento, segundo dados da ONU e da Organização Mundial da Saúde, onde “saúde, segurança e regulações ambientais são mais fracas e aplicadas com menos rigorosidade”, de acordo com o texto da ONU.
Conforme divulgado pelo órgão, a exposição crônica a pesticidas tem sido associada ao câncer, ao Alzheimer, ao Parkinson e a distúrbios hormonais, de desenvolvimento e de esterilidade. Agricultores, comunidades que vivem perto de plantações, indígenas, mulheres grávidas e crianças são os mais vulneráveis ​​à exposição desses componentes químicos e requerem proteções especiais. Para os especialistas, é obrigação dos estados defender sua população desse perigo oferecido. “Sem uma regulamentação harmonizada e rigorosa sobre a produção, venda e níveis aceitáveis ​​de utilização de pesticidas, a carga dos seus efeitos negativos é sentida pelas comunidades pobres e vulneráveis ​​nos países que têm mecanismos de fiscalização menos rigorosos”.
Além disso, esses agrotóxicos são resistentes, persistindo por décadas na natureza e contaminando o solo e a água, o que compromete a biodiversidade e oferece uma ameaça de contaminação para todo o ecossistema. Os especialistas mencionaram que os neonicotinóides, insecticidas derivados da nicotina, são ainda mais assustadores, já que podem estar relacionados ao desaparecimento de abelhas no mundo. Eles disseram que o consequente desbalanço prejudicaria 71% da produção de alimentos polinizados pela espécie.
Essas substâncias também apresentariam um grande risco para os consumidores. “Os maiores níveis de pesticidas são quase sempre encontrados em legumes, folhas verdes e frutas, como maças, morangos e uvas”. Eles também podem “se acumular biologicamente em animais de fazenda” que os consomem e acumulam na gordura corporal, sendo encontrados em ovos e no leite, segundo o texto.
Para a ONU, esses desafios apresentados pelos pesticidas são ainda mais dificultados pelas corporações que os produzem. De acordo com o documento, essa indústria “nega sistematicamente” os danos causados pelos agrotóxicos e as “estratégias de marketing antiéticas” dessas empresas “continuam iguais”.
O parecer ainda acusa o oligopólio, composto por “Monsanto e Bayer, Dow e Dupont e Syngenta e ChemChina” que controla 65% das vendas de pesticidas, de “conflito de interesses”, já que essas corporações também controlam a venda de quase 61% das sementes, conforme o texto. Os relatores também condenam os esforços dessas indústrias em “influenciar políticos e reguladores, obstruindo reformas e paralisando restrições globais à pesticidas”.

Uso de pesticidas no Brasil

Segundo relatório da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) de 2012, o Brasil é o maior consumidor de pesticidas agrícolas do mundo e aumenta sua utilização a uma velocidade duas vezes superior a dos demais países. O uso de agrotóxicos no país aumentou 190% em 2010 com relação ao ano anterior, enquanto no resto do mundo o mercado se expandiu 93%. O documento estima que os agricultores brasileiros usam, a cada ano, cerca de um bilhão de litros de pesticidas, o que representa cinco litros por habitante. De acordo com o último relatório do Sistema Nacional de Informações Toxico Farmacológicas (Sinitox), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), foram registradas 5.253 intoxicações por pesticidas no Brasil em 2009, das quais 2.868 correspondem aos de uso agrícola. Para especialistas, a Soja seria o produto cuja produção é a que mais exige agrotóxicos.