Um bilhão de pessoas passa fome, enquanto a comida é jogada no lixo

"Desperdício de alimentos é mais do que suficiente para acabar com o flagelo global"  *

Quase um bilhão de pessoas, em várias partes do planeta, passam fome diariamente. E o problema maior nem é a escassez de alimentos, alerta o pesquisador e diretor técnico do Projeto Fome, Fábio Vitta. A questão está no desperdício, diz ele, que apresentou, nesta sexta-feira (25/10) dados no painel “Resíduos de alimentos, desperdício e combate à fome” no segundo dia da 4ª Conferência Nacional do Meio Ambiente, que vai até domingo (27/10), em Brasília, sob a organização do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

De acordo com o relatório do Fundo das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado dia 16 de outubro, de 30% a 50% de tudo o que o mundo produz em alimentos vão parar em lixões e aterros sanitários, são incinerados ou servem de alimento a animais. Para Fábio Vitta, o debate é uma oportunidade para mobilizar governo e entes sociais pela responsabilidade social e zelo ao meio ambiente. Ele acredita que a união de forças e o estabelecimento de objetivos comuns podem gerar soluções ambientais e sociais economicamente viáveis, envolvendo a indústria de alimentos e supermercados.

DIGNIDADE

Na plateia, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, confirmou a seriedade do problema e a urgência de se propor soluções de curto prazo: “Há uma relação injusta na proporção da produção de alimentos e do quanto a gente desperdiça, por isso precisamos compartilhar experiências exitosas, pois a fome é um problema que a gente pode solucionar, situação que os catadores conhecem bem”, disse. “O desafio é monumental e colocar fim à fome é uma questão de dignidade e cidadania”.

De acordo com a representante da Plataforma Sinergia, Rosana Perroti, é urgente reduzir o desperdício de comida, pois tem muita gente passando fome no mundo e uma pessoa com fome não estuda, não gera renda nem consome. “Precisamos compor forças e gerar soluções”, afirmou. 

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o mundo gasta, por ano, cerca de R$ 534 bilhões na tentativa de amenizar o problema da fome. E a perda de alimentos chega à casa dos R$ 1,5 trilhão. A falta de nutrição, lembra Rosana Perroti, gera um prejuízo cerebral irreversível. “A solução é levar os 50% de alimentos que vão para o lixo para o prato de quem tem fome, tendo por base um modelo capaz de atender à demanda ambiental e social”, salientou. Ela lembrou que alimentar os famintos reduz custos públicos e privados associados, elimina impactos ambientais, gera renda para as cooperativas e evita o desperdício de recursos naturais”.

SEM COR

O presidente da Associação Brasileira de Embalagens (Abre), Maurício Groke, lembrou: “Estamos falando de resíduo alimentar”. Nesse sentido, a indústria conta com a ajuda da ciência química, explicou o presidente regional da empresa Novozymes América Latina, Pedro Luiz Fernandes. Ele acredita que, no Brasil, o desperdício é uma questão cultural e depende de educação. 

O sócio da Deloitte Touche e Tohmatsu, empresa de origem inglesa, Ives Muller, chamou a atenção para um detalhe: “Fome não tem cor, raça, religião nem nacionalidade”, com o endosso do diretor geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e diretor de Educação e Tecnologia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Rafael Lucchesi. “Estamos todos sujeitos à fome em situação de catástrofe ou guerra”, insistiu o presidente da Confederação Nacional do Turismo (CNTUR), Nelson de Abreu Pinto.

extraído da página do Ministério do Meio Ambiente

MEMBROS DA SABEH E DO PPGECOH PARTICIPARAM DA MAIOR CONFERÊNCIA DE ECOLOGIA HUMANA NO MUNDO


 

Com Iva Pires e Gerry Marten, Expoentes da Ecologia Humana Mundial

A Ecologia Humana já é um campo de conhecimento enraizado em diversas partes do mundo. Ainda não há consenso se ela é uma ciência, disciplina ou paradigma científico. Trata-se de uma área multidisciplinar que tem como foco o estudo da espécie humana nas suas interações com os ecossistemas, culturas e sociedades.

Destaca-se nesse cenário o Círculo Europeu de Ecologia Humana e os centros de pesquisas e universidades na Europa que trabalham com Ecologia Humana. A grande referência mundial, hoje, é a Sociedade Norte-Americana de Ecologia Humana (SHE), nos Estados Unidos, onde surgiu o campo da Ecologia Humana nas primeiras décadas do século XX, na Escola de Chicago.

Além desses dois grandes espaços, há universidades e centros de pesquisas  de Ecologia Humana na América Latina, África e Ásia. No Brasil, o Programa de Mestrado em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental é único no nosso país onde existem, também, centros e grupos de pesquisas no Norte, Nordeste,  Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil.

Destaca-se como baluartes dessa área de conhecimento em nosso país o trabalho pioneiro de Donald Pierson da USP, Ávila Pires da UFSC, Alpina Begossi e Geraldo Marques da UNICAMP. O Brasil é uma referência internacional na Ecologia Humana porque o papa da Ecologia Humana mundial, Emílio Moran, desenvolveu seus estudos na Amazônia durante  mais de 30 anos. Destaca-se das suas obras o livro Ecologia Humana das Populações da Amazônia.

REPRESENTANDO O PPGECOH  E A SABEH


Luciano e Rich Borden, Ícone da Ecologia Humana no Mundo
A UNEB é responsável pelo único programa de pós-graduação strictu sensu nessa área do conhecimento no Brasil e já tem uma proposta de doutorado em Ecologia Humana para ser apresentada à CAPES. Por integrar o corpo docente do PPGECOH e também serem membros fundadores da SABEH – Sociedade Brasileira de Ecologia Humana, os Professores Juracy Marques e o Luciano Bomfim, estiveram apresentando seus trabalhos de pesquisa na XXI Conferência Internacional da Sociedade Norte-Americana de Ecologia Humana (SHE), que aconteceu na Califórnia – EUA, de 12 a 15 de abril de 2016.

Antes, foram convidados pelo doutorando Brasileiro Gabriel Locke, para participarem das discussões sobre a obra de Kalyan Sanyal, no Grupo de estudos sobre Ásia do Sul, Subcontinente Indiano, do doutorado em Sociologia da Universidade da Califórnia – Los Angeles.




Grupo de estudos sobre Ásia do Sul do doutorado em Sociologia da UCLA

Neste evento também estavam presentes Akhil Gupta, autor do livro Poscolonial Developments: Agriculture In The Making of Modern India e o pesquisador Philippe Burgois, ambos pesquisadores  da UCLA.

As discussões giraram em torno da existência da cumulação primitiva no capitalismo contemporâneo, considerando aquela improdutiva para o capital. Ainda paira a dúvida se essa análise se aplica a todos os modos de vida  dos povos e comunidades tradicionais.

AS CONFERÊNCIAS INTERNACIONAIS DA SOCIEDADE NORTE-AMERICANA DE ECOLOGIA HUMANA (SHE):

As Conferências Internacionais da Sociedade Norte-Americana de Ecologia Humana (SHE), a maior do mundo nessa área do conhecimento, possibilitam encontros memoráveis como o contato com o Ecólogo Humano Gerald Marten, autor do livro Human Ecology: Basic Concepts for Sustainable Development. Outra presença marcante desse encontro foi a de Richard Borden que, além de ter sido um dos Presidentes mais atuantes da SHE é autor do livro Ecology and Experience: Reflections from a Human Ecological Perspective.

Nesse encontro o Prof. Juracy Marques apresentou o trabalho Ecology, Soul, Body and Human Spirit: An Epistemology to think the Human Ecology, onde sustenta que a dimensão da espiritualidade é parte integrante das percepções sobre a natureza de diferentes grupos humanos, sobretudo povos e comunidades tradicionais, e devem integrar as análises no campo da Ecologia Humana.

Robert Duball,  atual Presidente da SHE, Juracy Marques e Albina Begossi

O Prof. Luciano Bomfim apresentou o trabalho In Brazil, is Human Ecology a Scientific Paradigm, or Another Kind of Emerging Science, onde discute se a Ecologia Humana é uma ciência ou um paradigma científico. Analisou essa perspectiva a partir da ótica de Ecólogos Humanos do Brasil.

Sessão de Apresentação de trabalhos

A comitiva brasileira ficou completA com a presença de Larissa Malty que faz doutorado em Ecologia Humana na Universidade Nova de Lisboa - Portugal, de Juarez Pezzuti da Universidade Federal do Pará e da Profa. Alpina Begossi, o nome mais conhecido da Ecologia Humana no Brasil.

Brasileiros na SHE

O pioneirismo desses intelectuais brasileiros  se conectam a uma rede muito grande de pesquisadores e instituições em todo o mundo e fortalecem  e representam o Brasil  que, gradativamente, vem estruturando a Ecologia Humana com uma fisionomia bem singular se comparada às grandes produções científicas nesse campo de conhecimento  no mundo.


Local da próxima Conferência da SHE


A  XXII Conferência Internacional da Sociedade  Norte-Americana de Ecologia Humana (SHE),  ficará sob a organização da Faculdade de Ecologia Humana da Universidade das Filipinas Los Baños. A presença massiva de mais de 20 de ecólogos humanos das Filipinas foi determinante para a definição do local da próxima conferência.

Durante o evento, os representantes do Brasil na SHE convidaram diversos pesquisadores do campo da Ecologia Humana internacional para ministrarem conferências no Brasil. A partir do segundo semestre desse ano o PPGECOH estará organizando conferências no Brasil com a presença desses pesquisadores, a começar por  Gerry Marten.






Membros da SABEH e do PPGECOH Participaram da Maior Conferência de Ecologia Humana no Mundo

Material extraído do CAEDES*

A Ecologia Humana já é um campo de conhecimento enraizado em diversas partes do mundo. Ainda não há consenso se ela é uma ciência, disciplina ou paradigma científico. Trata-se de uma área multidisciplinar que tem como foco o estudo da espécie humana nas suas interações com os ecossistemas, culturas e sociedades.

Destaca-se nesse cenário o Círculo Europeu de Ecologia Humana e os centros de pesquisas e universidades na Europa que trabalham com Ecologia Humana. A grande referência mundial, hoje, é a Sociedade Norte-Americana de Ecologia Humana (SHE), nos Estados Unidos, onde surgiu o campo da Ecologia Humana nas primeiras décadas do século XX, na Escola de Chicago.
Além desses dois grandes espaços, há universidades e centros de pesquisas  de Ecologia Humana na América Latina, África e Ásia. No Brasil, o Programa de Mestrado em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental é único no nosso país onde existem, também, centros e grupos de pesquisas no Norte, Nordeste,  Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil.
Destaca-se como baluartes dessa área de conhecimento em nosso país o trabalho pioneiro de Donald Pierson da USP, Ávila Pires da UFSC, Alpina Begossi e Geraldo Marques da UNICAMP. O Brasil é uma referência internacional na Ecologia Humana porque o papa da Ecologia Humana mundial, Emílio Moran, desenvolveu seus estudos na Amazônia durante  mais de 30 anos. Destaca-se das suas obras o livro Ecologia Humana das Populações da Amazônia.

REPRESENTANDO O PPGECOH  E A SABEH

A UNEB é responsável pelo único programa de pós-graduação strictu sensu nessa área do conhecimento no Brasil e já tem uma proposta de doutorado em Ecologia Humana para ser apresentada à CAPES. Por integrar o corpo docente do PPGECOH e também serem membros fundadores da SABEH – Sociedade Brasileira de Ecologia Humana, os Professores Juracy Marques e o Luciano Bomfim, estiveram apresentando seus trabalhos de pesquisa na XXI Conferência Internacional da Sociedade Norte-Americana de Ecologia Humana(SHE), que aconteceu na Califórnia –EUA, de 12 a 15 de abril de 2016.
Antes, foram convidados pelo doutorando Brasileiro Gabriel Locke, para participarem das discussões sobre a obra de Kalyan Sanyal, no Grupo de estudos sobre Ásia do Sul, Subcontinente Indiano, do doutorado em Sociologia da Universidade da Califórnia – Los Angeles.
Grupo de estudos sobre Ásia do Sul do doutorado em Sociologia da UCLA
Grupo de estudos sobre Ásia do Sul do doutorado em Sociologia da UCLA
Neste evento também estavam presentes Akhil Gupta, autor do livro Poscolonial Developments: Agriculture In The Makingof ModernIndiae o pesquisador Philippe Burgois, ambos pesquisadores  da UCLA.
As discussões giraram em torno da existência da cumulação primitiva no capitalismo contemporâneo, considerando aquela improdutiva para o capital. Ainda paira a dúvida se essa análise se aplica a todos os modos de vida  dos povos e comunidades tradicionais.

AS CONFERÊNCIAS INTERNACIONAIS DA SOCIEDADE NORTE-AMERICANA DE ECOLOGIA HUMANA (SHE):


As Conferências Internacionais da Sociedade Norte-Americana de Ecologia Humana (SHE), a maior do mundo nessa área do conhecimento, possibilitam encontros memoráveis como o contato com o Ecólogo Humano Gerald Marten, autor do livro Human Ecology: Basic Concepts for Sustainable Development. Outra presença marcante desse encontro foi a de Richard Borden que, além de ter sido um dos Presidentes mais atuantes da SHE é autor do livro Ecology and Experience: Reflections from a Human  Ecological Perspective.
Nesse encontro o Prof. Juracy Marques apresentou o trabalho Ecology, Soul, Body and Human Spirit: An Epistemology to thinkthe Human Ecology, onde sustenta que a dimensão da espiritualidade é parte integrante das percepções sobre a natureza de diferentes grupos humanos, sobretudo povos e comunidades tradicionais, e devem integrar as análises no campo da Ecologia Humana.
Robert Duball, atual Presidente da SHE, Juracy Marques e Albina Begossi
O Prof. Luciano Bomfim apresentou o trabalho In Brazil, is Human Ecology a Scientific Paradigm, or Another Kindof Emerging Scienceonde discute se a Ecologia Humana é uma ciência ou um paradigma científico. Analisou essa perspectiva a partir da ótica de Ecólogos Humanos do Brasil.
A comitiva brasileira ficou completa com a presença de Larissa Malty que faz doutorado em Ecologia Humana na Universidade Nova de Lisboa – Portugal, de Juarez Pezzuti da Universidade Federal do Pará e da Profa. Alpina Begossi, o nome mais conhecido da Ecologia Humana no Brasil.
O pioneirismo desses intelectuais brasileiros  se conectam a uma rede muito grande de pesquisadores e instituições em todo o mundo e fortalecem  e representam o Brasil  que, gradativamente, vem estruturando a Ecologia Humana com uma fisionomia bem singular se comparada às grandes produções científicas nesse campo de conhecimento  no mundo.
 LOCAL DA PRÓXIMA CONFERÊNCIA DA SHE
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A  XXII Conferência Internacional da Sociedade  Norte-Americana de Ecologia Humana (SHE),  ficará sob a organização da Faculdade de Ecologia Humana da Universidade das Filipinas Los Baños. A presença massiva de mais de 20 de ecólogos humanos das Filipinas foi determinante para a definição do local da próxima conferência.
Durante o evento, os representantes do Brasil na SHE convidaram diversos pesquisadores do campo da Ecologia Humana internacional para ministrarem conferências no Brasil. A partir do segundo semestre desse ano o PPGECOH estará organi

Charte d’écologie humaine


1. L’écologie humaine s’intéresse aux interactions / interrelations réciproques Homme-Environnement. 

2. Elle considère les interactions entre les écosystèmes et le système social. Les écosystèmes se composent d’un ensemble d’éléments biotiques (incluant l’homme) et abiotiques (incluant les constructions humaines). Le système social est composé de l’ensemble des déterminants du comportement humain vis-à-vis de son environnement (traditions, connaissances…). 

3. Il en résulte que les interactions étudiées se rapportent autant à un environnement « vécu » qu’à un environnement au sens écologique. L’écologie humaine doit ainsi se situer aux interfaces des sciences de la Vie, des sciences de la Terre, et des sciences humaines et appliquées. 

4. En considérant les effets en chaîne et les rétroactions liant écosystèmes et sociétés humaines, l'écologie humaine propose de nouvelles perspectives visant à résoudre des problèmes environnementaux et sociétaux. 

5. Plutôt qu’une discipline, l'écologie humaine est une attitude scientifique qui à travers une approche inter/transdisciplinaire des problématiques complexes liant l’homme et ses environnements vise à apporter une meilleure compréhension des situations passées, actuelles et futures.

6. Cette orientation vers le futur justifie une considération éthique qui est fondée sur la durabilité, et l'interdépendance entre les sphères biologique et sociale. Ainsi l'écologie humaine n'est pas limitée à une analyse descriptive de ces interdépendances mais elle vise aussi à contribuer par un apprentissage environnemental de l'utilisation raisonnée et responsable des ressources naturelles. 

7. Les écosystèmes sont le résultat d’une longue histoire de coévolution entre les éléments qui les composent. En ce sens l’histoire biologique et culturelle de l’homme et celle de ses interactions avec l’environnement font partie de l’écologie humaine. 

8. La modélisation et le Système d'Information Géographique sont des outils, parmi d'autres, de l’écologie humaine ambitionnant de rendre compte de la complexité des objets qu'elle étudie. 

9. La dimension spatiale est une donnée fondamentale (effet d'échelles). Cependant les contours des écosystèmes sont flous et fonction des problématiques considérées. 

10. La dimension temporelle est une seconde dimension fondamentale. La compréhension des dynamiques passées et présentes étant un élément essentiel à l’aide à la décision. 

11. L'intégration du continuum espace-temps dans les modèles d'analyses permet d'appréhender d'une part l'incertitude et le risque dans l'évolution d'un système, d'autre part sa complexité. Elle ouvre ainsi sur les champs de la science "postnormale". 

 12. L'enseignement de l'écologie humaine doit inclure une réflexion sur l'histoire de la production des savoirs scientifiques et techniques à la lumière des grands paradigmes philosophiques qui orientent les rapports homme/nature, sujet/objet, et sujet/collectivité. Le but est de replacer l'écologie humaine dans la vision holistique des relations Homme-Environnement. 

13. Le Certificat International d'Ecologie Humaine a pour vocation de promouvoir l'enseignement de ce champ de recherche, à travers un réseau international unissant leurs compétences, dédié aux mondes civil et surtout professionnel ayant à aborder dans une perspective nouvelle les problèmes liés aux relations Homme-Environnement. Pour cette raison, l'OMS Europe supporte depuis son origine le CIEH

* Carte publiqué par le Pape Benoît XVI


El por qué la leche pasteurizada está destruyendo tu salud

"La leche es la única bebida que es todavía agresivamente promocionado para el consumo del niño como un alimento promotor de la salud cuando es exactamente lo contrario – un alimento promotor de la enfermedad. Beber leche pasteurizada no es tan bueno para la salud en general, como la industria láctea nos quiere hacer creer".


Extrayendo hasta la ultima gota

Muchos nunca lo han pensado, pero la vaca produce leche sólo después de dar a luz a un becerro, para que la leche sea utilizada para alimentar al pequeño animal en el período de destete después del cual la vaca deja de producir leche porque ya no es necesario.
Una vez que una vaca ha alcanzado la madurez sexual, en torno a la edad de dos años, una vaca “lechera” es inseminada artificialmente por primera vez. Una vaca tiene un período de gestación de nueve meses. Poco después de nacer, la cría es generalmente separado de su madre y se cría en estrechos cubículos. La madre del ternero puede mostrar un comportamiento alterado incluso después de días de la separación. Desde el nacimiento de la primera cría, la vaca se lo ordeña dos o incluso tres veces al día. Pero no es el ternero el que va a obtener la leche, sino el humano. Con el fin de que las vacas produzcan leche constantemente, estas deben ser preñadas reiteradamente. Se aspira a tener un ternero al año, una lactancia de 305 días, con una fase “seca” de unos 60 días. La vaca “lechera” esta por lo tanto, en un permanente estado de embarazo la mayor parte de su vida.
Más avanzado es el embarazo en una vaca, más hormonas aparecen en su leche. La leche de una vaca en la etapa final del embarazo contiene hasta 33 veces más de un compuesto del estrógenos (estrona sulfato) en comparación con la leche de una vaca después del embarazo, así como niveles mucho más altos de otras hormonas.
En la mayoría de las empresas productoras de leche de vaca son hoy en día de “alto rendimiento”. Algunas vacas “dan” más de 10.000 litros de leche por año, lo que corresponde a casi 33 litros por día (otros informes dicen que algunas llegan a dar 60-70 litros). Para alimentar a una cría de vaca debería dar sólo 8 litros. El problema de las vacas de “alta producción” es muy dificultoso, si no imposible, proporcionarles toda esa energía (alimento) que necesitan para la producción de estas cantidades de leche. Es por eso que las vacas consumen sus reservas físicas para seguir produciendo leche.
Eso resulta en las Operaciones Concentradas de Alimentación de Animales (CAFO) modelo de crianza de vacas en las granjas industriales que producen leche con niveles peligrosamente altos de sulfato de estrona, un compuesto del estrógeno relacionado con el cáncer de testículo, próstata y mama.

Lleno de cáncer

Un estudio de la Universidad de Harvard dice que la leche pasteurizada producido a nivel industrial se asocia con la causa de tumores dependientes de hormonas, debido al ordeñando de las vacas durante todo el embarazo.
El Dr. Ganmaa Davaasambuu, Ph.D., y sus colegas identificaron como los culpables específico a la “leche de las industrias lácteas modernas”, en referencia a las operaciones de confinamiento donde las vacas se ordeñan 300 días al año, incluido el período deembarazo.
Evaluando los datos de todo el mundo, el Dr. Davaasambuu y sus colegas identificaron un vínculo claro entre el consumo de leche con una alta concentración de la hormona y la alta tasa de tumores dependientes de la hormona.
En otras palabras, la leche procesada de la ganadería industrial no es un producto saludable, y está directamente involucrado en la causa de cáncer.
“La leche que bebemos hoy es muy diferente de lo que bebían nuestros antepasados”, sin daño aparente durante 2.000 años, así dice el Dr. Davaasambuu en la Revista de la Universidad de Harvard.
“La leche que bebemos hoy en día no es un alimento totalmente natural.”
Mientras tanto, la leche cruda de vacas alimentadas con hierbas, ordeñado a su debido tiempo está relacionado con la mejora de la digestión, en el tratamiento de enfermedades autoinmunes y el aumento de la inmunidad general, ayudando en la prevención decáncer.

La leche pasteurizada causa osteoporosis y fracturas óseas

La industria de los lácteos ha estado trabajando duro en los últimos 50 años para convencer a la gente que los productos lácteos pasteurizados como la leche o el queso aumenta los niveles de calcio biodisponibles. Esto es totalmente falso. El proceso depasteurización sólo crea carbonato de calcio – que es una forma inferior de calcio, que no tiene absolutamente ninguna manera de entrar en las células sin un agente quelante. Así que lo que el cuerpo hace es extraer el calcio de los huesos y otros tejidos con el fin de amortiguar el carbonato de calcio en la sangre. Este proceso realmente causa la osteoporosis.
El lácteo pasteurizado contiene demasiado poco magnesio necesario en la proporción adecuada para absorber el calcio. La mayoría estaría de acuerdo en que una proporción de calcio y magnesio de 2 a 1 es la adecuada y preferiblemente si es 1 a 1. Así que, la leche en una proporción de Cal / Mag de 10 a 1, tiene un problema. Puedes poner 1.200 mg de calcio de los lácteos en tu boca, pero serás afortunado si tu sistema absorbe realmente un tercio de la misma.
Más del 99% del calcio del cuerpo está en el esqueleto, donde proporciona rigidez mecánica. Los productos lácteos pasteurizados obliga a una ingesta de calcio inferior a la normal y el esqueleto se utiliza como reserva para satisfacer las necesidades. El uso a largo plazo de calcio del esqueleto para satisfacer estas necesidades conduce a la osteoporosis.

La pasteurización disfraza la leche de baja calidad y destruye los nutrientes y enzimas

¿Por qué los seres humanos todavía beben leche? Porque piensan que es seguro debido a la pasteurización. Sin embargo, el calor destruye un gran número de bacterias en la leche y por lo tanto oculta la evidencia de la suciedad, pus y las sucias prácticas lácteas. Es más barato producir leche sucia y matar a las bacterias por el calor, que mantener una lechería limpia y mantener a las vacas sanas. Para combatir el aumento de los agentes patógenos la leche pasa por la ‘clarificación’, ‘filtrado’, “bactofugación” y dos tratamientos de “desaireación”. Cada uno de estos tratamientos utiliza calor que van desde 100 hasta 175 grados Fahrenheit. La industrias lácteas cuentan con muchos tratamientos térmicos para enmascarar sus condiciones sanitarias inferiores: leche llena de pus, estiércol y residuos.
La pasteurización también destruye la vitamina C y vitaminas B solubles en agua que disminuyen el valor nutritivo de la leche. El calcioy otros minerales se hacen disponibles por la pasteurización. La reacción de Maillard, una reacción química entre proteínas y azúcares, se produce en series mayores y causa el pardeamiento, decoloración de la leche.
Los fermentos lácteos, proteínas, anticuerpos, así como hormonas beneficiosas son asesinados por la pasteurización de la leche resultando en una desvitalizada leche “sin vida”. Los fermentos lácteos ayudan a digerir la lactosa y ambas enzimas y proteínas de la leche ayudando a absorber las vitaminas. Las enzimas protectoras en la leche son inactivados, por lo que es más susceptible al deterioro.
Incluso si todo esto va a ser ignorado por los medios de comunicación, la leche no es el mismo – la forma en que se crían las vacas, cuando son ordeñadas, y cómo se maneja y procesa la leche hace una diferencia, si el producto final favorece a la salud o a la muerte.
La industria busca perpetuar la mentira de que todas las leches son lo mismo. En lugar de fomentar el crecimiento de las vacas de pastoreo, el cual les permite alimentarse de hierba, un alimento nativo que sus sistemas pueden procesar, la industria láctea prefiere fomentar los estrechos métodos de contención obligando a las vacas a comer alimento genéticamente modificado (GM), y otrosalimentos no muy saludables, lo que hace que se enfermen.
En general, la leche pasteurizada no es una bebida que puede ser recomendado para mantener o fomentar la salud. No tiene ningún valor nutricional importante y hay un riesgo mucho mayor al consumirla en lugar que no. Existe también un montón de alternativas, incluyendo la leche de coco, la leche de nuez (es decir, almendras, anacardo) y la leche de cáñamo que superan con creces a la leche de vaca convencional en términos de nutrición y propiedades promotoras de la salud.

Extraído de Ecoportal.net
Reconquistando el Eden

Ecologia Humana comienza en el plato

11/03/2016

Bienestar animal: la ciencia y la conciencia*

El sentido de sufrimiento y el sentimiento de piedad derivados de nuestra percepción del dolor que aplicamos a los animales quedan supeditados a la demostración científica de que ese sufrimiento existe.

Al contrario de lo que ocurre con losanimales de compañía, el concepto de 'bienestar animal' aplicado a los animales cuyo uso implica fuertes intereses económicos, como es el caso de animales que sirven para nuestra alimentación, ha asumido tradicionalmente una autolimitación que, exigida desde fuera, se ha aceptado desde dentro: la evidencia científica. Todos hemos admitido la necesidad de 'probar' empíricamente los encargos de la intuición. El sometimiento de la conciencia a la ciencia. En consecuencia, la evidencia científica deviene en pieza imprescindible para defender cualquier argumento animalista, la sola ética queda invalidada. El sentido de sufrimiento, y el sentimiento de piedad, solidaridad o respeto derivados de nuestra percepción de la cantidad de dolor que aplicamos en el uso de estos animales, quedan supeditados a la demostración científica de que ese sufrimiento existe, a la medición empírica de su cuantía en el tiempo y en el espacio, y a la eficacia práctica en la aplicación de métodos paliativos.
La tiranía del mundo físico, expresado en fórmulas matemáticas de medición de dolor, impone sus reglas limitantes sobre la experiencia de nuestra vivencia moral en un proyecto sobre la relación con los animales y sobre nuestros comportamientos en relación con ese proyecto. La ciencia empírica no ocupa más que una parcela en el conjunto de estímulos e informaciones sensibles, o no, que definen nuestra integración individual en una idea de respeto hacia los animales en cuya delimitación y transformación también participamos, y con las mismas herramientas. La protección animal, forma integral de nuestra cultura, actúa, y evoluciona, a partir de decisiones particulares y colectivas, intuitivas o razonadas, que nos facilitan el movimiento de un punto ya superado al siguiente y donde la erudición tecnológica no tiene un protagonismo especial y, además, su valor dependerá de cada espíritu personal. Por lo tanto, no es justo que se imponga una parcela del conocimiento cultural actual, la ciencia empírica, como punto de partida inevitable hacia la cultura que pueda venir, ni que en su definición se obligue a todos a concederle el peso específico sentido por unos pocos.
El hombre, como conjunto de decisiones individuales, se mueve en el espacio, sí, medible y cuantificable, pero también se proyecta en el tiempo. Somos sociedad, somos movimiento que, derivados de la visión cultural de nuestros ancestros e inspirados por nuestra forma intrínseca de sentir cultural, vamos definiendo la cultura de nuestro futuro pendiente. La protección de losanimales es ya parte intrínseca de ese devenir, y lo es por sentimiento, por intuición, por empatía, por apego o adhesión. Poco importa que derive de una actitud ética, de un sentir social o de una piedad de origen mística o religiosa; o que se exprese en cada uno de nosotros como afectividad, sensiblería, conmiseración, compasión, ternura, pasión o compañerismo: la forma en la que cada cual vive su relación con los animales es un asunto de cada quién, pero de una forma u otra, se encuentra en todos nosotros. No podemos reducir esta vivencia interna, personal y trascendente a un eje cartesiano, a un punto concreto en el espacio físico, a un entramado numérico aséptico, a una solución de causa-efecto. La protección animal pertenece a nuestro carácter interno, es un sentimiento que evoluciona, no un fenómeno estático sobre el que se pueda practicar una disección mecanicista.
Además, el andamiaje 'objetivo' con el que se reviste la ciencia para justificar su omnipresencia ineludible en cualquier decisión sobre protección de los animales es una entelequia, o un invento del grupo reducido de iniciados para manejar y dominar, subjetivamente, a la gran masa de neófitos y sancionar así el resultado de sus fórmulas empíricas. En esta trama falsa es donde se encaja la imposición de una base científica como fundamento de cualquier medida de bienestar animal que afecte a los animales en nuestras granjas. Esta premisa científica, forzada, no objetiva nada sino que plantea nuevas incertidumbres: ¿cuál es la base científica válida?, ¿la de un veterinario?, ¿un ingeniero agrónomo?, ¿un biólogo?, ¿un experto en economía rural?, ¿un experto en gestión de residuos?, ¿otro en genética?. Incluso dentro de una especialidad no existe una coincidencia de pareceres. Cada investigador parte de unas premisas específicas y concretas derivadas de su propia experiencia y forma de entender su relación con los animales, de su percepción personal de los posibles conflictos de intereses, que, además de influir en el punto de partida, influyen también en las prioridades y en la metodología aplicada. Las conclusiones de cada disciplina científica o de cada científico dentro de una disciplina difieren siempre, en muchas ocasiones de forma incompatible, y son necesariamente subjetivas.
Por último, el procedimiento científico aplicado al bienestar animal no suele seguir un método deductivo que, desde unos datos objetivos, extraiga una conclusión lógica, sino que plantea un sistema inductivo en el que, desde una conclusión preconcebida, indaga en la búsqueda de una justificación científica que la sostenga.
Debemos devolver a la conciencia la parte que le corresponde en el proceso formativo de nuestraética cultural sobre protección de los animales, sin complejos técnicos ni ambages científicos. Por ser conciencia. Por ser humana.
Foto: Laura y Carmen, una vaca libre en el santuario madrileño Wings of Heart. Foto: Tras los Muros
* Ecoportal.net
El Diario