Membros da SABEH e do PPGECOH Participaram da Maior Conferência de Ecologia Humana no Mundo

Material extraído do CAEDES*

A Ecologia Humana já é um campo de conhecimento enraizado em diversas partes do mundo. Ainda não há consenso se ela é uma ciência, disciplina ou paradigma científico. Trata-se de uma área multidisciplinar que tem como foco o estudo da espécie humana nas suas interações com os ecossistemas, culturas e sociedades.

Destaca-se nesse cenário o Círculo Europeu de Ecologia Humana e os centros de pesquisas e universidades na Europa que trabalham com Ecologia Humana. A grande referência mundial, hoje, é a Sociedade Norte-Americana de Ecologia Humana (SHE), nos Estados Unidos, onde surgiu o campo da Ecologia Humana nas primeiras décadas do século XX, na Escola de Chicago.
Além desses dois grandes espaços, há universidades e centros de pesquisas  de Ecologia Humana na América Latina, África e Ásia. No Brasil, o Programa de Mestrado em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental é único no nosso país onde existem, também, centros e grupos de pesquisas no Norte, Nordeste,  Centro-Oeste, Sul e Sudeste do Brasil.
Destaca-se como baluartes dessa área de conhecimento em nosso país o trabalho pioneiro de Donald Pierson da USP, Ávila Pires da UFSC, Alpina Begossi e Geraldo Marques da UNICAMP. O Brasil é uma referência internacional na Ecologia Humana porque o papa da Ecologia Humana mundial, Emílio Moran, desenvolveu seus estudos na Amazônia durante  mais de 30 anos. Destaca-se das suas obras o livro Ecologia Humana das Populações da Amazônia.

REPRESENTANDO O PPGECOH  E A SABEH

A UNEB é responsável pelo único programa de pós-graduação strictu sensu nessa área do conhecimento no Brasil e já tem uma proposta de doutorado em Ecologia Humana para ser apresentada à CAPES. Por integrar o corpo docente do PPGECOH e também serem membros fundadores da SABEH – Sociedade Brasileira de Ecologia Humana, os Professores Juracy Marques e o Luciano Bomfim, estiveram apresentando seus trabalhos de pesquisa na XXI Conferência Internacional da Sociedade Norte-Americana de Ecologia Humana(SHE), que aconteceu na Califórnia –EUA, de 12 a 15 de abril de 2016.
Antes, foram convidados pelo doutorando Brasileiro Gabriel Locke, para participarem das discussões sobre a obra de Kalyan Sanyal, no Grupo de estudos sobre Ásia do Sul, Subcontinente Indiano, do doutorado em Sociologia da Universidade da Califórnia – Los Angeles.
Grupo de estudos sobre Ásia do Sul do doutorado em Sociologia da UCLA
Grupo de estudos sobre Ásia do Sul do doutorado em Sociologia da UCLA
Neste evento também estavam presentes Akhil Gupta, autor do livro Poscolonial Developments: Agriculture In The Makingof ModernIndiae o pesquisador Philippe Burgois, ambos pesquisadores  da UCLA.
As discussões giraram em torno da existência da cumulação primitiva no capitalismo contemporâneo, considerando aquela improdutiva para o capital. Ainda paira a dúvida se essa análise se aplica a todos os modos de vida  dos povos e comunidades tradicionais.

AS CONFERÊNCIAS INTERNACIONAIS DA SOCIEDADE NORTE-AMERICANA DE ECOLOGIA HUMANA (SHE):


As Conferências Internacionais da Sociedade Norte-Americana de Ecologia Humana (SHE), a maior do mundo nessa área do conhecimento, possibilitam encontros memoráveis como o contato com o Ecólogo Humano Gerald Marten, autor do livro Human Ecology: Basic Concepts for Sustainable Development. Outra presença marcante desse encontro foi a de Richard Borden que, além de ter sido um dos Presidentes mais atuantes da SHE é autor do livro Ecology and Experience: Reflections from a Human  Ecological Perspective.
Nesse encontro o Prof. Juracy Marques apresentou o trabalho Ecology, Soul, Body and Human Spirit: An Epistemology to thinkthe Human Ecology, onde sustenta que a dimensão da espiritualidade é parte integrante das percepções sobre a natureza de diferentes grupos humanos, sobretudo povos e comunidades tradicionais, e devem integrar as análises no campo da Ecologia Humana.
Robert Duball, atual Presidente da SHE, Juracy Marques e Albina Begossi
O Prof. Luciano Bomfim apresentou o trabalho In Brazil, is Human Ecology a Scientific Paradigm, or Another Kindof Emerging Scienceonde discute se a Ecologia Humana é uma ciência ou um paradigma científico. Analisou essa perspectiva a partir da ótica de Ecólogos Humanos do Brasil.
A comitiva brasileira ficou completa com a presença de Larissa Malty que faz doutorado em Ecologia Humana na Universidade Nova de Lisboa – Portugal, de Juarez Pezzuti da Universidade Federal do Pará e da Profa. Alpina Begossi, o nome mais conhecido da Ecologia Humana no Brasil.
O pioneirismo desses intelectuais brasileiros  se conectam a uma rede muito grande de pesquisadores e instituições em todo o mundo e fortalecem  e representam o Brasil  que, gradativamente, vem estruturando a Ecologia Humana com uma fisionomia bem singular se comparada às grandes produções científicas nesse campo de conhecimento  no mundo.
 LOCAL DA PRÓXIMA CONFERÊNCIA DA SHE
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A  XXII Conferência Internacional da Sociedade  Norte-Americana de Ecologia Humana (SHE),  ficará sob a organização da Faculdade de Ecologia Humana da Universidade das Filipinas Los Baños. A presença massiva de mais de 20 de ecólogos humanos das Filipinas foi determinante para a definição do local da próxima conferência.
Durante o evento, os representantes do Brasil na SHE convidaram diversos pesquisadores do campo da Ecologia Humana internacional para ministrarem conferências no Brasil. A partir do segundo semestre desse ano o PPGECOH estará organi

Charte d’écologie humaine


1. L’écologie humaine s’intéresse aux interactions / interrelations réciproques Homme-Environnement. 

2. Elle considère les interactions entre les écosystèmes et le système social. Les écosystèmes se composent d’un ensemble d’éléments biotiques (incluant l’homme) et abiotiques (incluant les constructions humaines). Le système social est composé de l’ensemble des déterminants du comportement humain vis-à-vis de son environnement (traditions, connaissances…). 

3. Il en résulte que les interactions étudiées se rapportent autant à un environnement « vécu » qu’à un environnement au sens écologique. L’écologie humaine doit ainsi se situer aux interfaces des sciences de la Vie, des sciences de la Terre, et des sciences humaines et appliquées. 

4. En considérant les effets en chaîne et les rétroactions liant écosystèmes et sociétés humaines, l'écologie humaine propose de nouvelles perspectives visant à résoudre des problèmes environnementaux et sociétaux. 

5. Plutôt qu’une discipline, l'écologie humaine est une attitude scientifique qui à travers une approche inter/transdisciplinaire des problématiques complexes liant l’homme et ses environnements vise à apporter une meilleure compréhension des situations passées, actuelles et futures.

6. Cette orientation vers le futur justifie une considération éthique qui est fondée sur la durabilité, et l'interdépendance entre les sphères biologique et sociale. Ainsi l'écologie humaine n'est pas limitée à une analyse descriptive de ces interdépendances mais elle vise aussi à contribuer par un apprentissage environnemental de l'utilisation raisonnée et responsable des ressources naturelles. 

7. Les écosystèmes sont le résultat d’une longue histoire de coévolution entre les éléments qui les composent. En ce sens l’histoire biologique et culturelle de l’homme et celle de ses interactions avec l’environnement font partie de l’écologie humaine. 

8. La modélisation et le Système d'Information Géographique sont des outils, parmi d'autres, de l’écologie humaine ambitionnant de rendre compte de la complexité des objets qu'elle étudie. 

9. La dimension spatiale est une donnée fondamentale (effet d'échelles). Cependant les contours des écosystèmes sont flous et fonction des problématiques considérées. 

10. La dimension temporelle est une seconde dimension fondamentale. La compréhension des dynamiques passées et présentes étant un élément essentiel à l’aide à la décision. 

11. L'intégration du continuum espace-temps dans les modèles d'analyses permet d'appréhender d'une part l'incertitude et le risque dans l'évolution d'un système, d'autre part sa complexité. Elle ouvre ainsi sur les champs de la science "postnormale". 

 12. L'enseignement de l'écologie humaine doit inclure une réflexion sur l'histoire de la production des savoirs scientifiques et techniques à la lumière des grands paradigmes philosophiques qui orientent les rapports homme/nature, sujet/objet, et sujet/collectivité. Le but est de replacer l'écologie humaine dans la vision holistique des relations Homme-Environnement. 

13. Le Certificat International d'Ecologie Humaine a pour vocation de promouvoir l'enseignement de ce champ de recherche, à travers un réseau international unissant leurs compétences, dédié aux mondes civil et surtout professionnel ayant à aborder dans une perspective nouvelle les problèmes liés aux relations Homme-Environnement. Pour cette raison, l'OMS Europe supporte depuis son origine le CIEH

* Carte publiqué par le Pape Benoît XVI